O projeto “Quissamã Memória Viva” foi lançado oficialmente com o trabalho de pesquisa em história oral que reuniu personagens locais debatendo sobre Quissamã de outrora. As entrevistas aos mais velhos eram gravadas em fita K7 e deixaram um legado para as gerações futuras conhecerem um pouco mais do passado e da história viva da cidade.
“Foi em um domingo, 4 de dezembro de 1994, que comecei a colocar em prática um sonho que vinha sendo alimentado há muito tempo. Naquela data aconteceu o primeiro encontro do nosso projeto, Quissamã Memória Viva, e o local escolhido foi a biblioteca do colégio Nossa Senhora do Desterro, o Cenecista.
O início desse projeto não foi nada fácil. Eu diria mesmo que foi uma grande aventura, com muitas pedras pelo caminho. Foram inúmeras idas e vindas entre Niterói e Quissamã, algumas vezes acompanhada do meu marido, de carro, outras vezes, sozinha. A distância era uma grande dificuldade. Com o transporte precário, quase inexistente, dependia da boa vontade de amigos ou de colocar o pé na estrada para entrevistar as pessoas e ouvir curiosidades e revelações.
Carregava sempre comigo o gravador e algumas fitas cassetes, com duração de 60 e 90 minutos, da marca TDK, que diziam ser a melhor. Não era fácil comprá-las em Quissamã, mas elas eram essenciais, afinal o tempo das entrevistas não era curto e a minha fome de registrar cada vez mais coisas era imensa. Cada minuto era precioso.”