O nome do primeiro espaço cultural da cidade foi escolhido em homenagem ao pai da criadora, que além de ser um quissamaense apaixonado por sua terra, foi fundador do jornal “A Voz de Quissamã” e grande defensor da autonomia da cidade, que até 1988 era distrito de Macaé.
Além das atividades comunitárias e escolares, o acervo transdisciplinar e multimídia engloba o primeiro trabalho de pesquisa em história oral com dezenas de entrevistas a cidadãos realizadas nos anos 90; mapas pintados à mão que documentam a geografia da cidade no século XX com registro de moradores com profissão; moeda local; jornais de época; bonecas de pano; fotografias; pinturas, etc.
Em 2004 o projeto recebeu o prêmio Cultura Nota 10 entregue pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e em 2014 foi vencedor do Prêmio Brasil Criativo, promovido pelo Ministério da Cultura, na categoria Arquivo.
As publicações do ECJCB também merecem destaque. Em 2011, foi lançado de forma independente o livro “Mascate de Sonhos - Memórias de uma Quissamaense” e em 2022 foi lançado o livro "Vozes de Quissamã", com recursos da Lei Aldir Blanc.
Seus relatos minuciosos e emocionados permitem ao leitor viajar pelo tempo e redescobrir as raízes esquecidas da sociedade brasileira.