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1975

Memorialista e professora começa a eternizar paisagens de sua amada Quissamã em porcelana A artista visual Helianna Barcellos foi convidada a elaborar uma exposição de pintura em porcelana para a abertura do centenário da Cia. Engenho Central de Quissamã e assim começou a acumular uma série de fotografias antigas, reportagens…Read More

1994

O projeto “Quissamã Memória Viva” foi lançado oficialmente com o trabalho de pesquisa em história oral que reuniu personagens locais debatendo sobre Quissamã de outrora. As entrevistas aos mais velhos eram gravadas em fita K7 e deixaram um legado para as gerações futuras conhecerem um pouco mais do passado e…Read More

1997

Inauguração da casa museu Espaço Cultural José Carlos Barcellos. A construção pensada por Leninha é uma releitura da arquitetura colonial do século XIX situada em meio à vegetação nativa de restinga. A casa foi construída com recursos próprios pelo casal Helianna e Jesus Edésio – concebida como moradia para a…Read More

1999

Associação cultural ECJCB é criada por cidadãos quissamaenses em 30/03/1999. A associação privada sem fins lucrativos Espaço Cultural José Carlos Barcellos é criada, com estatuto social, diretoria e conselhos composto Este movimento foi de extrema importância para oficializar a atuação nas áreas de cultura, educação, meio ambiente, e em defesa…Read More

1975
1975

Memorialista e professora começa a eternizar paisagens de sua amada Quissamã em porcelana A artista visual Helianna Barcellos foi convidada a elaborar uma exposição de pintura em porcelana para a abertura do centenário da Cia. Engenho Central de Quissamã e assim começou a acumular uma série de fotografias antigas, reportagens…Read More

1994
1994

O projeto “Quissamã Memória Viva” foi lançado oficialmente com o trabalho de pesquisa em história oral que reuniu personagens locais debatendo sobre Quissamã de outrora. As entrevistas aos mais velhos eram gravadas em fita K7 e deixaram um legado para as gerações futuras conhecerem um pouco mais do passado e…Read More

1997
1997

Inauguração da casa museu Espaço Cultural José Carlos Barcellos. A construção pensada por Leninha é uma releitura da arquitetura colonial do século XIX situada em meio à vegetação nativa de restinga. A casa foi construída com recursos próprios pelo casal Helianna e Jesus Edésio – concebida como moradia para a…Read More

1999
1999

Associação cultural ECJCB é criada por cidadãos quissamaenses em 30/03/1999. A associação privada sem fins lucrativos Espaço Cultural José Carlos Barcellos é criada, com estatuto social, diretoria e conselhos composto Este movimento foi de extrema importância para oficializar a atuação nas áreas de cultura, educação, meio ambiente, e em defesa…Read More

O projeto Quissamã Memória Viva

A memória de um lugar pertence ao povo que nele habita. A preservação desse bem deixa legados que devem ser compartilhados com as futuras gerações.

O projeto Quissamã Memória Viva surgiu da crença de uma mulher nascida em Quissamã que mudou-se para Niterói quando adolescente. Helianna Barcellos de Oliveira, também conhecida como Leninha pelos seus conterrâneos, começou a coletar objetos antigos da Usina Engenho Central de Quissamã dois anos antes do centenário da usina, em 1977.
Saudosa de sua terra, começou a pintar sobre azulejos diversas fotografias que mostravam a paisagem da época. Eternizando imagens que iriam se perder no tempo. Curiosa com o traçado da cidade, realizou levantamentos e pintura de mapas sociais que relatam as moradias dos trabalhadores da cidade e suas ocupações.
Essa obra inédita se constituiu graças às entrevistas iniciadas em 1994, uma série de depoimentos de seus conterrâneos, buscando preservar a oralidade dessas histórias e resultando em mais de 100 horas de gravações.
Em 1997, Leninha e Jesus Edésio, seu marido e companheiro de vida, concretizaram juntos o sonho de abrigar todo o acervo do projeto Quissamã Memória Viva em um só lugar. Foi inaugurada a casa museu Espaço Cultural José Carlos Barcellos.

O nome do primeiro espaço cultural da cidade foi escolhido em homenagem ao pai da criadora, que além de ser um quissamaense apaixonado por sua terra, foi fundador do jornal “A Voz de Quissamã” e grande defensor da autonomia da cidade, que até 1988 era distrito de Macaé.

Além das atividades comunitárias e escolares, o acervo transdisciplinar e multimídia engloba o primeiro trabalho de pesquisa em história oral com dezenas de entrevistas a cidadãos realizadas nos anos 90; mapas pintados à mão que documentam a geografia da cidade no século XX com registro de moradores com profissão; moeda local; jornais de época; bonecas de pano; fotografias; pinturas, etc.

Em 2004 o projeto recebeu o prêmio Cultura Nota 10 entregue pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro e em 2014 foi vencedor do Prêmio Brasil Criativo, promovido pelo Ministério da Cultura, na categoria Arquivo.

As publicações do ECJCB também merecem destaque. Em 2011, foi lançado de forma independente o livro “Mascate de Sonhos - Memórias de uma Quissamaense” e em 2022 foi lançado o livro "Vozes de Quissamã", com recursos da Lei Aldir Blanc.
Seus relatos minuciosos e emocionados permitem ao leitor viajar pelo tempo e redescobrir as raízes esquecidas da sociedade brasileira.